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Inteligência emocional na prática
Inteligência emocional na prática

Inteligência emocional na prática

Quando falamos em inteligência emocional, muitas vezes pensamos em uma pessoa calma, que dificilmente perde a paciência e sabe conversar com diferentes perfis. No entanto, o conceito vai muito além disso. Inteligência emocional é a capacidade de compreender e administrar as próprias emoções, além de reconhecer e considerar as emoções das pessoas ao nosso redor. Por isso, torna-se especialmente importante quando analisamos a realidade dos cartórios.

Em muitas Serventias, a escolha dos substitutos considera principalmente o conhecimento jurídico e técnico, que é fundamental para garantir a segurança e a qualidade das atividades realizadas. No entanto, esse conhecimento, por si só, não é suficiente para lidar com os desafios relacionados à liderança de uma equipe. Como grande parte das Serventias não possui um profissional dedicado exclusivamente à gestão de pessoas, o substituto acaba assumindo também responsabilidades relacionadas à equipe, como distribuir demandas, orientar colaboradores, acompanhar prazos, esclarecer dúvidas, corrigir erros, conduzir treinamentos e mediar situações de conflito.

Liderar pessoas exige competências que vão além do conhecimento dos procedimentos e das atividades da Serventia. É necessário saber como se comunicar, como ouvir, como orientar e como conduzir diferentes situações de maneira equilibrada. Ao identificar um erro cometido por um colaborador, por exemplo, o líder precisa encontrar o equilíbrio entre corrigir a situação e preservar uma relação profissional saudável. Uma comunicação excessivamente rígida pode gerar resistência e insegurança, enquanto uma postura permissiva pode fazer com que problemas importantes não sejam tratados adequadamente. A inteligência emocional permite que o líder seja firme quando necessário, sem deixar de agir com respeito e empatia.

Um dos principais equívocos sobre inteligência emocional é acreditar que uma pessoa emocionalmente equilibrada deve evitar conflitos, nunca demonstrar irritação ou deixar de fazer cobranças para evitar desconfortos. Na realidade, lidar bem com as emoções não significa evitar situações difíceis, mas compreender o que está sentindo e escolher como agir diante delas.

Esse desenvolvimento começa pela autoconsciência, ou seja, pela capacidade de reconhecer as próprias emoções, compreender quais situações provocam determinadas reações e perceber como o comportamento do líder pode impactar as pessoas ao seu redor. Inteligência emocional não deve ser vista como um dom ou uma característica que algumas pessoas possuem naturalmente. Trata-se de uma habilidade que pode ser desenvolvida ao longo do tempo, por meio de conhecimento, prática e disposição para aprender com as próprias experiências.

O verdadeiro desafio não está em escolher entre conhecimento técnico e inteligência emocional, mas em desenvolver essas duas competências de forma conjunta. Afinal, por mais que o funcionamento de um cartório dependa de sistemas, normas, procedimentos e legislação, são as pessoas que fazem essas atividades acontecerem. 

Se você sente dificuldade em desenvolver essas competências em si mesmo ou nos líderes da sua serventia, a consultoria Sky Manager está pronta para auxiliar nessa jornada. Conte conosco para fortalecer a gestão e o clima da sua equipe.

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